Fissura orbital inferior (latim: fissura orbitalis inferior)

Uma fenda que se estende transversalmente na parte posterior da porção inferior da órbita, entre seu assoalho e sua parede lateral. Nervos e vasos passam por ela, e ela comunica a órbita com a fossa infratemporal e a fossa pterigopalatina.

Órbita ⇔ Fissura orbital inferior ⇔ Fossa infratemporal e fossa pterigopalatina

Mais detalhes

[Ossos que a formam]

Vista aproximada da parte posterior da órbita direita, com as fissuras orbitais superior e inferior em escuro e os ossos ao redor identificados.
Ápice da órbita direita (clique para ampliar)

Estende-se para a frente e lateralmente a partir do ápice da órbita, abaixo da fissura orbital superior e divergindo dela. Posteriormente, abre-se na fossa pterigopalatina; mais anterior e lateralmente, na fossa infratemporal. É formada principalmente pelos seguintes ossos.

Acima: a face orbital da asa maior do osso esfenoide.
Abaixo: a face orbital da maxila.
Extremidade lateral: a face orbital do osso zigomático, apenas uma pequena parte, que frequentemente fecha a extremidade da fissura.
No vivo, a fissura é fechada por periósteo e por uma fina lâmina de músculo liso, o músculo orbital

O processo orbital do osso palatino também pode ser considerado um limite na parte posterior; sua participação é pequena e varia entre os crânios, por isso as fontes divergem.

  • A órbita direita vista pela frente, com a fissura orbital inferior entre o assoalho e a parede lateral.Órbita direita (vista anterior)
  • A órbita esquerda vista obliquamente de cima, com o canal óptico, a fissura orbital superior e a fissura orbital inferior, e a fossa temporal ao lado.Órbita esquerda (vista superior e anterior)
  • Um corte coronal através das órbitas e da cavidade nasal, com a fissura orbital inferior no ângulo inferolateral da órbita.Órbitas e cavidade nasal (corte coronal)
  • A parede medial e o assoalho da órbita direita vistos pelo lado lateral, com a fissura orbital inferior levando para baixo até a fossa pterigopalatina.Órbita direita, corte (vista lateral)
  • Um corte coronal do crânio desde a parte posterior das órbitas até o palato, com as fissuras orbitais superior e inferior identificadas.Da órbita ao palato (corte coronal)
  • A parede lateral e o assoalho da órbita direita vistos pelo lado medial, com a fissura orbital inferior acima do seio maxilar.Órbita direita, corte (vista medial)

[Estruturas que passam por ela]

Os seguintes nervos e vasos passam pela fissura orbital inferior para o assoalho da órbita; as fontes consultadas divergem ligeiramente.

1 Nervos Nervo zigomático (ramo do nervo maxilar) Diagrama das fissuras orbitais superior e inferior com os nervos em amarelo, as artérias em vermelho, as veias em azul e os músculos do bulbo do olho em vermelho ao redor do nervo óptico.
Nervo infraorbital (continuação do nervo maxilar)
2 Artéria Artéria infraorbital
3 Veias Veia infraorbital
· Um ramo da veia oftálmica inferior pode passar por ela para unir-se ao plexo venoso pterigóideo.
· Algumas fontes também citam pequenos ramos orbitais do gânglio pterigopalatino (via nervo maxilar) e veias emissárias.

Sites de referência

[Wikipedia]

· Inferior orbital fissure, Wikipedia (em inglês).

[Sites com ilustrações]

· Human orbit (photograph) (Wikimedia Commons, em inglês)

· Inferior orbital fissure (Radiopaedia, em inglês)

· The orbit (Kenhub, em inglês)

Referências e fontes

  1. Leitura adicional: Inferior orbital fissure, Wikipedia (em inglês).
  2. Federative International Programme for Anatomical Terminology (FIPAT). Terminologia Anatomica, 2ª ed. (TA2), 2019.