Célula ganglionar da retina
Também chamada célula ganglionar retiniana ou RGC
Pontos principais:
· Leva a informação visual da retina ao tálamo, ao hipotálamo e ao mesencéfalo (tem um axônio longo que chega ao encéfalo).
· A retina humana tem aproximadamente 0,7–1,5 milhão de células ganglionares (as fontes divergem).
(Há cerca de 100 milhões de células fotorreceptoras; assim, em média, uma célula ganglionar recebe informações de cerca de 100 cones
e bastonetes.)
(Na fóvea, a convergência é mínima: uma célula ganglionar recebe informações de apenas alguns fotorreceptores.)
(Na periferia extrema da retina, uma célula ganglionar recebe informações de milhares de células fotorreceptoras.)
· Produz potenciais de ação espontaneamente, mesmo em repouso.
· Pelo padrão de suas projeções e pelas propriedades de seus campos receptivos, considera-se que existam pelo menos cinco tipos principais de células ganglionares.
O trajeto do sinal visual na retina
A luz que chega à retina é captada primeiro pelas células fotorreceptoras (bastonetes e cones), os primeiros neurônios, que ficam na camada mais externa da retina.
da
parte óptica
da
retina
- Células fotorreceptoras
- Bastonete : segmento externo em forma de bastão; a maioria dos fotorreceptores são bastonetes. Servem para a recepção da luz em ambientes com pouca luz.
- Cone : segmento externo em forma de cone; concentrados no centro da retina. Funcionam com luz intensa e proporcionam visão nítida e em cores.
- Célula horizontal : seus prolongamentos estendem-se lateralmente ao longo da retina e fazem sinapse com as células fotorreceptoras.
- Célula bipolar : tem dois prolongamentos, um de cada lado do corpo celular; passa o sinal dos fotorreceptores para as células ganglionares.
- Célula amácrina : um interneurônio local sem axônio longo; liga as células bipolares às células ganglionares.
- Célula ganglionar : tem um axônio longo que vai até o encéfalo; os axônios formam o nervo óptico, o quiasma óptico e o trato óptico.
- Célula de Müller : não é um neurônio, mas um tipo de célula glial; atravessa a retina como célula de sustentação e não conduz o sinal visual.
Sites de referência
[Wikipedia]
· Retinal ganglion cell, Wikipedia (em inglês).
· Retina, Wikipedia (em inglês).
[Sites com ilustrações]
· Plan of the retinal neurons (Gray's Anatomy) (Wikimedia Commons, em inglês)
· Retina (Kenhub, em inglês)
Estrutura e função
Os corpos celulares ficam na camada de células ganglionares, perto da face interna da retina, voltada para o corpo vítreo. Seus axônios correm na camada de fibras nervosas até o disco óptico, onde saem do olho como nervo óptico. Recebem sinais dos bastonetes e cones por meio das células bipolares, e as células amácrinas e horizontais modificam o sinal no caminho. Diferentemente dos bastonetes, cones e células bipolares, disparam potenciais de ação, com uma frequência basal mesmo em repouso: a excitação aumenta a frequência e a inibição a diminui. Os axônios terminam principalmente no corpo geniculado lateral do tálamo, com ramos menores para o hipotálamo (relógio biológico) e para o mesencéfalo (reflexo pupilar e movimentos oculares). O número de fotorreceptores por célula ganglionar varia muito entre as pessoas e conforme a região da retina.
Termos relacionados
- Camada de células ganglionares
- Retina
- Bastonete
- Parte óptica da retina
- Disco óptico
- Nervo óptico
- Fóvea central
Referências e fontes
- Leitura adicional: Retinal ganglion cell, Wikipedia (em inglês).
- Federative International Programme for Anatomical Terminology (FIPAT). Terminologia Anatomica, 2ª ed. (TA2), 2019.