Fossa romboide (latim: fossa rhomboidea)

Também chamada assoalho do quarto ventrículo

O tronco encefálico visto por trás, com o cerebelo removido; a fossa romboide, em forma de losango, está contornada em vermelho entre os pedúnculos cerebelares cortados, acima do bulbo. Selecione para ampliar a figura com legendas.
Fossa romboide (vista posterior) (clique para ampliar)
A fossa romboide é o assoalho raso, em forma de losango, do quarto ventrículo.
Quarto ventrículo: um dos espaços dentro do encéfalo preenchidos por líquido cerebrospinal, produzido pelos plexos corioides de suas paredes

· É formada pela face posterior da ponte (metade superior) e da parte superior do bulbo (metade inferior); a cavidade do quarto ventrículo fica entre o tronco encefálico, à frente, e o cerebelo, atrás.

O quarto ventrículo é dividido em duas partes principais:

Quarto
ventrículo
  • Fossa romboide : o assoalho raso, em forma de losango, do quarto ventrículo.
  • Teto do quarto ventrículo : o teto do quarto ventrículo, voltado para o cerebelo e coberto por ele.

Fica na face posterior do bulbo e da ponte; nos lados, une-se ao cerebelo pelos pedúnculos cerebelares.

→ suas margens são formadas pelos pedúnculos cerebelares superiores, em cima, e pelos pedúnculos cerebelares inferiores, embaixo; os pedúnculos cerebelares médios se unem ao cerebelo nos ângulos laterais.

· Mede cerca de 3 cm de comprimento e 2 cm de largura (as fontes divergem quanto à largura). Em cima, o quarto ventrículo continua no aqueduto do mesencéfalo; embaixo, no canal central da medula espinal. Os recessos laterais se estendem para os lados a partir da parte mais larga.

O tronco encefálico visto por trás, com os núcleos dos nervos cranianos desenhados em cores: núcleos motores na metade esquerda e núcleos sensitivos na metade direita, do núcleo do nervo oculomotor até os núcleos dos nervos hipoglosso e acessório. Selecione para ampliar a figura com legendas.
Núcleos dos nervos cranianos sob o assoalho (clique para ampliar)

Muitos núcleos de nervos ficam sob a fossa romboide: os núcleos dos nervos cranianos V–XII, de modo que a fossa é um mapa útil do tronco encefálico.

· Núcleo do nervo abducente: sob o colículo facial (núcleo do nervo abducente).

· Núcleos vestibulares: sob a área vestibular (núcleos do nervo vestibular).

· Núcleo do locus caeruleus: sob o locus caeruleus.

· Núcleo do nervo hipoglosso: sob o trígono do nervo hipoglosso (núcleo do nervo hipoglosso).

· Núcleo dorsal do nervo vago: sob o trígono do nervo vago (um núcleo do nervo vago).

Pontos de referência da superfície

· Sulco mediano: o sulco que percorre a linha mediana do assoalho, dividindo-o em metades direita e esquerda; embaixo, continua no sulco mediano posterior do bulbo e da medula espinal.

· Eminência medial: a faixa elevada de cada lado do sulco mediano.

· Sulco limitante: um sulco lateral à eminência medial; os núcleos motores ficam medialmente a ele, e os núcleos sensitivos, lateralmente.

· Colículo facial: uma saliência da eminência medial na parte superior (pontina), formada pelas fibras do nervo facial que contornam o núcleo do nervo abducente.

· Estrias medulares do quarto ventrículo: feixes de fibras finos, semelhantes a fios, que cruzam o assoalho em sua parte mais larga, no limite entre a ponte e o bulbo.

· Área vestibular: a área levemente elevada lateral ao sulco limitante, o sulco que corre lateralmente à eminência medial; fica sobre os núcleos vestibulares.

· Locus caeruleus: uma área cinza-azulada escura na extremidade superior do sulco limitante, na parte superior (pontina) do assoalho, acima da área vestibular; o núcleo do locus caeruleus fica abaixo dela.

· Trígono do nervo hipoglosso: a área elevada na parte medial do assoalho, abaixo das estrias medulares, sobre o núcleo do nervo hipoglosso.

· Trígono do nervo vago (também chamado ala cinerea): uma pequena área triangular lateral ao trígono do nervo hipoglosso, sobre o núcleo posterior do nervo vago.

· Calamus scriptorius: a ponta inferior da fossa romboide, com a forma da ponta de uma pena de escrever.

· Óbex: a pequena prega nessa ponta, formada pela tênia do quarto ventrículo, onde o quarto ventrículo se estreita no canal central.

  • O tronco encefálico visto por trás, com o cerebelo removido, mostrando o assoalho do quarto ventrículo com o sulco mediano, a eminência medial, o colículo facial, a área vestibular, os trígonos dos nervos hipoglosso e vago e o óbex legendados. Selecione para ampliar a figura com legendas.Tronco encefálico, vista posterior (cerebelo removido)
  • Um molde dos ventrículos visto pela esquerda, com o ventrículo lateral em vermelho, o terceiro ventrículo em azul, o aqueduto do mesencéfalo em amarelo e o quarto ventrículo em verde.Ventrículos: lado esquerdo (colorido)
  • Um molde dos ventrículos do encéfalo visto pela esquerda, com os cornos do ventrículo lateral, o terceiro ventrículo e seus recessos e o quarto ventrículo identificados.Ventrículos: lado esquerdo
  • Um molde dos ventrículos do encéfalo visto de cima, com os ventrículos laterais, o terceiro ventrículo e o quarto ventrículo identificados.Ventrículos: vista superior
  • Os ventrículos mostrados numa vista mediana do encéfalo, com o fórnice, o corpo caloso, o quiasma óptico, a hipófise e a glândula pineal, e o quarto ventrículo atrás do tronco encefálico.Ventrículos e estruturas vizinhas
  • Um corte mediano do encéfalo e da medula espinal com setas vermelhas mostrando o líquido cerebrospinal fluindo dos plexos corioides pelos ventrículos até o espaço subaracnóideo.Fluxo do líquido cerebrospinal

Sites de referência

[Wikipedia]

· Rhomboid fossa, Wikipedia (em inglês).

· Fourth ventricle, Wikipedia (em inglês).

[Sites com ilustrações]

· Rhomboid fossa (figure) (Kenhub, em inglês)

· Fourth ventricle in sagittal section and its floor, with landmarks (figure) (Neupsy Key, em inglês)

Referências e fontes

  1. Leitura adicional: Rhomboid fossa, Wikipedia (em inglês).
  2. Leitura adicional: Fourth ventricle, Wikipedia (em inglês).
  3. Federative International Programme for Anatomical Terminology (FIPAT). Terminologia Anatomica, 2ª ed. (TA2), 2019.