Aparelho de Golgi (latim: complexus golgiensis)

Também chamado: corpo de Golgi, complexo de Golgi

O aparelho de Golgi é uma das estruturas presentes no interior de cada célula do nosso corpo (as organelas). Ele processa (altera e modifica) as proteínas da célula e é responsável por transportá-las. Também é chamado de corpo de Golgi ou complexo de Golgi.

Estrutura
da
célula
Célula animal esquemática com o núcleo, o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi, as mitocôndrias, o lisossomo, a vesícula, os ribossomos, o centríolo e os microtúbulos identificados.
Célula animal típica (clique para ampliar)
Desenho em corte do aparelho de Golgi: uma pilha de cisternas curvas, com vesículas de transporte chegando à face cis e vesículas de Golgi saindo da face trans.
Aparelho de Golgi (corte) (clique para ampliar)

Mais informações

Forma

É uma pilha de sacos achatados, ocos e em forma de disco, com cerca de 0,5 µm de diâmetro, as cisternas de Golgi; uma pilha costuma ter de quatro a oito delas e, em algumas células, muito mais. As cisternas ficam próximas umas das outras, separadas por espaços estreitos, e são cercadas por pequenas vesículas.

(1 µm, um micrômetro, é a milésima parte de um milímetro.)

Número

Uma célula de mamífero contém tipicamente cerca de 40 a 100 pilhas de Golgi, geralmente ligadas em uma fita perto do núcleo. As pilhas não são estruturas fixas: parecem formar-se e desaparecer repetidamente.

A obtenção de imagens em tempo real de cisternas isoladas (em levedura) mostrou como isso acontece: uma cisterna carrega primeiro as enzimas do lado cis, depois recebe enzimas mediais e trans, até carregar apenas enzimas trans e, por fim, fragmentar-se em vesículas (maturação das cisternas). Também há relatos de que outras organelas se formam e desaparecem de modo semelhante.

Localização

Situa-se próximo ao retículo endoplasmático, geralmente perto do núcleo e do centrossomo.

Nomes das partes

Foram consultadas várias fontes; os nomes abaixo variam de uma fonte para outra.

1 Rede cis de Golgi a cisterna de Golgi em forma de rede no lado cis (de entrada), voltada para o retículo endoplasmático
2 Rede trans de Golgi a cisterna de Golgi em forma de rede no lado trans (de saída), onde os produtos são separados
3 Pilha de Golgi (lamelas de Golgi) a parte empilhada do aparelho de Golgi, entre a rede cis de Golgi e a rede trans de Golgi
4 Cisterna cis a cisterna de Golgi da pilha no lado cis
5 Cisterna medial as cisternas de Golgi no meio da pilha
6 Cisterna trans a cisterna de Golgi da pilha no lado trans
7 Vesícula de Golgi uma vesícula que deixa o aparelho de Golgi e cujo conteúdo sofreu modificação química, como a adição de cadeias de açúcar

Função

O aparelho de Golgi é a central de processamento das proteínas enviadas pelo retículo endoplasmático.
É também a central de expedição que garante que as proteínas processadas cheguem a seus destinos.
As proteínas chegam em vesículas de transporte à face cis, são modificadas (por exemplo, pela adição de cadeias de açúcar) ao atravessar a pilha e saem pela face trans em vesículas destinadas aos grânulos de secreção, à membrana celular ou aos lisossomos.É grande e bem desenvolvido nas células que secretam muita proteína, como as células glandulares e os plasmócitos.

Resumo

As proteínas vindas do retículo endoplasmático entram na rede cis de Golgi pela face cis, passam pelas cisternas cis, medial e trans e deixam a rede trans de Golgi pela face trans rumo aos grânulos de secreção, à membrana plasmática ou aos lisossomos.
Fluxo através do aparelho de Golgi

Sites de referência

[Wikipedia]

· Golgi apparatus, Wikipedia (em inglês).

[Sites com ilustrações]

· Golgi body (glossary with illustration) (National Human Genome Research Institute, em inglês)

· Diagram of a Golgi stack (Wikimedia Commons, em inglês)

· Human leukocyte showing the Golgi apparatus (electron micrograph) (Wikimedia Commons, em inglês)

Referências e fontes

  1. Leitura adicional: Golgi apparatus, Wikipedia (em inglês).
  2. Federative International Programme for Anatomical Terminology (FIPAT). Terminologia Anatomica, 2ª ed. (TA2), 2019.