Glândulas tarsais (latim: glandulae tarsales)

Também chamadas glândulas de Meibômio

Glândulas sebáceas longas e modificadas, embutidas no tarso de cada pálpebra, que se abrem em uma única fileira na margem da pálpebra.

· Cada glândula é um tubo reto com muitas pequenas bolsas laterais, disposto verticalmente no tarso. Há mais glândulas, e mais longas, na pálpebra superior do que na pálpebra inferior; as fontes divergem quanto aos números (cerca de 25 a 40 em cima e 20 a 30 embaixo).

· Seus ductos se abrem na margem da pálpebra, logo à frente de sua borda posterior. Não estão ligadas aos folículos dos cílios.

· Produzem uma secreção oleosa (meibum) por secreção holócrina. O piscar a espalha como a camada lipídica externa do filme lacrimal, o que retarda a evaporação, impede que as lágrimas transbordem pela margem palpebral e veda as pálpebras fechadas.

· O mau funcionamento dessas glândulas é uma causa comum de olho seco; uma glândula obstruída pode inchar e formar um calázio.

  • As pálpebras superior e inferior esquerdas vistas pela frente da órbita, com as glândulas tarsais desenhadas em azul como colunas paralelas no tarso.Glândulas tarsais (pálpebras esquerdas)
  • Corte vertical esquemático das pálpebras superior e inferior, mostrando os tarsos com as glândulas tarsais e as margens das pálpebras.Pálpebras (esquema)
  • Corte vertical das pálpebras e da parte anterior do olho, mostrando as glândulas tarsais dentro dos tarsos, o músculo orbicular do olho, o septo orbital e os cílios.Pálpebras (corte sagital)

Referências e fontes

  1. Leitura adicional: Meibomian gland, Wikipedia (em inglês).
  2. Federative International Programme for Anatomical Terminology (FIPAT). Terminologia Anatomica, 2ª ed. (TA2), 2019.